sábado, 21 de novembro de 2009

Você se pergunta o que é liberdade?

Liberdade é não ser escravo do seu passado...
nem de seu presente.
e nem de seu futuro!



México
Francisco Franco

Os irmãoes Sebastián e Helena, adolescentes, vivem unidos às voltas da mãe moribunda e pouco vivem fora de quatro paredes. Mas essa realidade deve mudar depois que a mãe falece e Juan, um jovem de classe baixa, surge em suas vidas.

O filme questiona os vínculos de união, o sistema interno do primeiro grupo social (família).

O Mundo é pequeno; E dá voltas

Uma das coisas das quais eu me orgulho são duas, na verdade: A primeira é que não possuo nada com o que me orgulhar e, em segundo lugar é poder reencontrar aquela pessoa (que mentiu de várias formas, magoou diversas vezes, manipulou outras e ainda assim, não era nada do que se fazia aparentar) e ainda assim não rolar nenhum clima, nenhuma mágoa... Quase nada de nada!

Eros e Psiqué

Esse dias reencontrei o primeiro grande namorado. Uma amiga que também o conhece há tempos comentou, quando já ganhávamos a rua em direção a um restaurante, se estava tudo bem. Eu disse que sim e queria dar mil provas de que minha resposta era absolutamente sincera, mas pensei que se o fizesse, estaria "esticando" o assunto, o que poderia significar "qualquer coisa" contrária, "maybe".

Tristão e Isolda

Resta dos tempos de namoro, muita lembrança de sofrimento, muita lágrima e muita indignação, mas só se eu forçar a memória para fatos que ocorreram tá tanto tempo... Do contrário, esses momentos "venceram", foram para o "arquivo morto". Porém resta também algo de bonito: tendo idealizado completamente ou parcialmente o meu "Petit Prince Enchanté", fato foi que meu sentimento era verdadeiro.
É possível entender isso, não? O obsejo de amor (o outro) pode não ser na real, algo amável; Mas é você quem ama e, neste sentido, o sentimento que brota de você é irretorquível, incólume. Quem poderá dizer que não?

Romeu e Julieta

E ter alguém para gostar é um bem bastante grande. Muita gente (e em parte eu, também - porque afinal, as decepções nos deixam com o "pé atrás" ou "mais espertos" como alguns preferem qualificar) evita uma "tragédia amorosa", veja só!!! Mal sabe que SE HOUVER tragédia, nela há sempre um intenso sentimento de amor, de desejo.

Édipo e a Esfinge (de Édipo Rei, a relação entre Édipo e Jocasta)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Jogos para PC: Fascinação por Dragões e Cavaleiros


Sempre me atraíram essas histórias de seres místicos, como a mitologia grega, em especial. Mas também aquelas histórias medievais de dragões, cavaleiros e feiticeiros!

Encontrei o site do Jogo Divinity II - Ego Draconis que levará o jogador à Rivellon, um mundo mágico e fantástico devastado por uma longa sucessão de guerras apocalípticas.
Desde o fim da Grande Guerra, a Ordem dos Caçadores de Dragões tem um único objetivo: encontrar o Cavaleiro Dragão que matou o seu herói, o Eleito Divino. Mas será que não se enganam sobre a autoridade do inimigo?

A Aliança das Trevas vive sempre na sombra, à espreita para desferir seus próximos golpes. O seu chefe, Damian, espírito superior mas maléfico, age em silêncio para o cumprimento dos seus mais sombrios projetos.

Temp
os mais tarde, um acontecimento perturba a história de Rivellon. No momento de sua último suspiro de vida, um Cavaleiro Dragão dá os seus poderes ao membro da Ordem que procura o assassino: você!
Daí por diante abençoado pelos poderes do Dragão, você deverá neutralizar as investidas sombrias que ameaçam sucumbir Rivellon.

Inúmeras aventuras te esperam e numerosos mistérios deverão ser resolvidos. O mundo inteiro anseia, impaciente, o cumprimento de seu novo destino!
Link:















terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cronicidade: Numa agência de namoro.

Cláusio tinha acordado de supetão: aqueles pensamentos de há pouco eram demais perturbadores e pareciam insistir em povoar sua cabeça. E por mais que ele tentasse mudar o conteúdo de seu "universo particular", via-se dali a instantes, novamente preso naquele terror.

Sentou-se na cama; Inspirou e expirou com força, algo aborrecido. Aquele clima excessivamente quente dos meses de Verão deveriam ser o motivo por agora ele estar assim enfastiado. "Seria só isso?", pensou. Logo viu que não fazia muito sentido colocar a culpa no clima. Afinal, noutras noites passadas o calor já o havia surpreendido e nem por isso seu sono foi interrompido.

Apesar dos ruídos mentais que o sobressaltavam, àquela hora da madrugada tudo era calmo. Se pois a pensar que outras causas lhe impediam de dormir. Ele tinha completado 53 anos há poucas semanas. Ao lembrar para si mesmo este fato, flashes daquela data se viu entre velhos e novos amigos; Vários colegas e até pessoas que ele não ousava perguntar se alguma vez teria visto na vida.

Se incomodar com os possíveis penetras não era coisa que Cláusio se permitia. "Para que?", se justificou imediatamente. Ele, que era uma pessoa querida por todo mundo, sociável, inteligente e cuja situação financeira permitiu a aquisição sem muito sacrifício daquele apartamento enorme!

Aliás, ele sempre fez questão de conhecer nova gente e, por isso, não seria naquele dia que ele iria deixar de apreciar isto. Não... esteve tudo muito agradável e divertido, como muitos fizeram questão de frisar. Houve até aquele flerte meio "túnel do tempo" - disseram os amigos mais antigos e chegados - "E que Alcino não saiba!", zombaram.

Alcino, companheiro de Erasmo há 8 anos, não era do tipo ciumento. Conheceu Erasmo alguns meses depois que ele e Cláusio haviam terminado uma relação intensa, porém instável. E o flerte que os amigos tinham acusado Cláusio, estava mais para brincadeira, mesmo.

É que, sabe como é? Erasmo sempre foi bastante passional e alguns dizem que ele gostava por ambos na época do namoro. Sempre tentando compreender e mesmo quando não compreendia, tentava aprender a partir das crises. E assim, teria sido Cláusio que não soubera valorizar a pessoa maravilhosa que Erasmo sempre foi. E não houve nada entre os dois no dia do aniversário.

Erasmo, que tinha ido ajudar Cláusio com umas taças guardadas muito alto, no armário, ao se desequilibrar acabou sendo amparado nos braços do ex. E, nessas horas, claro, amigos estão sempre por perto para ver e começar a zoar!

Neste instante, Cláusio voltou a si daquela lembrança, ouvindo a própria risada que rompia o silêncio. Não teve como se enganar: ter Erasmo naquela situação e perceber em sua expressão um certo desconforto por não conseguir, por sua vez, agir indiferente, seduziu-o e elevou sua auto-estima imediatamente.

Mas aí é que Cláusio sentiu a alegria escoar; Quando viu que uma promessa de um futuro já não era mais que passado. Ele se mantivera atraente sobre vários aspectos: intelectual, financeira e fisicamente, mas talvez, nessa dinâmica entre preparação e escolha, tenha demorado demais para decidir por uma vida "de verdade".

Depois de Erasmo, ele teve outras chances, mas nada mudou em sua conduta. Às vezes chateado, tinha de ouvir dos amigos do peito a dura verdade: "Você parece RH de agência de namoro, Cláusio! Quando é que vai entender que os atributos de alguém não são garantia de que a relação vai funcionar pra sempre? Para com isso e aprenda a conviver com as pessoas!"

É... Cláusio não tinha mudado, embora doessem todas as vezes as verdades que os verdadeiros amigos que diziam. Orgulhoso, até mesmo de pensar em tentar de novo, ele evitava.

Não, não acreditava mais que poderia permitir se iludir de novo. Ele se "preparou" tanto para se tornar alguém desejável que matou em si a graça da ilusão ingênua, do espaço para a criação; Ficou estéril; Bloqueou-se.

Cláusio, ainda sentindo-se castigado por um tempo que agia agora feito um algoz, levantou-se para pegar um copo d'água e algum comprimido que o ajudasse a dormir.

***
Significado dos nomes gregos:

Alcino - de mente forte.
Cláusio - o templo fechado.
Erasmo- amável; Digno de amor; Simpático.

Nem mesmo eu!


Quando eu tiver ido embora, não deixarei - certamente - nenhuma marca grandemente útil para minha espécie. Nada!

Alguns parentes (sobrinhos?) poderão rememorar os tempos em que o tio dizia: "o que criança gosta mesmo de ganhar é brinquedo; Quem gosta que ela ganhe roupa, por exemplo, é a mãe dela!"

Algum outro parente, um ou outro amigo e colegas. E talvez receda o desprezo de alguém que magoei; Um comentário raivoso, quiçá!

A questão é: não precisa! Nadica de nada; Nem de bom, nem de ruim; Nem desprezo!

Nem eu mesmo pensarei mais em mim depois que eu me for. Então, apenas "nem pense".

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Pirós e os simbolismos - tomo I

Pirós, de onde deriva a palavra pira, tem como significado fogo, em grego.

Pirotecnia é a techné (técnica) com fins artísticos que se utiliza de foto (explosivos, fogos de artifício) para o entretenimento, por exemplo.

Mas um simbolismo do fogo que me ocorre é o da fonte do conhecimento. Lembra? Zeus na mitologia, o deus maior dos deuses (depois que matou o próprio pai e usurpou o trono) guardava a fonte do saber longe dos homens. Até que, como narra Hesíodo em sua Teogonia (Théos+genea - lê-se "guenea", que origina gnose, co+gnição, etc), Prometeu, o ser prometido, rouba para os homens o fogo do saber.

Castigados por Zeus, através de Pandora e sua famosa boceta (ânfora, caixa ou jarro, se preferirem) o Homem passa a viver na esperança (espera; apreensão) de se livrar de todos os males que o "presente de grego" liberou no mundo corruptível (o nosso mundo!)

Foi Epimeteu, (aquele que, duvidoso, "só aprende através da experiência" e, portanto, não cogita previamente) irmão de Prometeu, que foi tentado pela ânfora de Pandora.

Ah! Pandora vem de pan (todos, tudo) e doron (dom, dotação) e representa aquela que recebeu de todos os deuses uma contribuição para obter êxito na incumbência dada por Zeus. Aliás, este a fez a partir da argila. (Este fato lhe soou familiar? Hum... Talvez alguma relação com o "Ctrl+C" que os primeiros católicos fizeram das leituras filosóficas já por volta do século XIV?).

Pra encurtar, Zeus só faltou comer o fígado de Prometeu; Pra ser mais exato, Prometeu foi agrilhoado num rochedo por milhares de anos onde aves de rapina vinham comer-lhe o referido órgão.

E assim, simbolicamente, o Homem a cada certo período de tempo devolve o fogo aos deuses naquela homenagem (na verdade, uma forma de "limpar a barra") ao deus supremo que reside no Monte Olimpo.

Destarte, o fogo desejado pela possibilidade de saber, estaria intimamente ligado à ambição, vaidade, poder.

E de nada tem a ver o saber com o uso que se faz dele: pode servir para o bem comum mas também para saciar a mesquinhez.

(Na figura, uma foto-montagem mostrando a Tocha Olímpica criada para os Jogos de Atenas, em 2004: um imenso braço divino veio ao estádio receber do Homem o fogo que antes lhe havia sido roubado).

Imeiow-me!


Nota rápida: Consegui mudar o e-mail da conta, já que o falecido "brfree" não pôde ser ressuscitado.

Foram anos de convivência, mas tudo tem seu propósito, início e fim (não necessariamente nesta ordem).

Agora, sigo com UOL.

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